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Atlético de Madrid? O Milagre!

por Daniel Machado

“Volveremos, volveremos; volveremos otra vez; volveremos a ser campeones, como en el 96.” Essa é uma canção há muitos anos entoadas pelo hinchas do Atlético de Madrid. Agora, depois de 18 anos, ela terá que ser substituída ou adaptada, já que o sábado 17 de maio de 2014 mudou a história do clube colchonero. Em 13 de novembro do ano passado este Almanaque  contou o quão difícil seria a luta para o time vermelho e branco de Madrid conquistar o troféu de La Liga, o Campeonato Espanhol. Nunca, porém, disse que era impossível ou deixou de acreditar.

Atletico-Madrid-champions

Uruguaio Godín faz gol do título do Atleti!

A excelente campanha daquela época, milagrosamente, foi mantida até o final e o clube conseguiu seu décimo título espanhol. Em torneios com mata-mata (como a Liga dos Campeões, em cuja final, no próximo dia 24 de maio, também está o Atlético, em mais uma chance de fazer história), não é incomum haver campeões mais pobres, menos qualificados, tecnicamente inferiores e etc. Em um campeonato de pontos corridos com 20 clubes, todavia, isso é raríssimo. Competições assim não premiam times que fazem algumas boas partidas ou que têm sorte: os campeões são os melhores, os que fazem mais pontos ao longo de uma jornada de vários meses. A façanha do Atlético, que tem cinco vezes menos orçamento que o Real Madrid e o Barcelona, é imensurável.

Como esse Almanaque já relatou, a Espanha tem a distribuição mais cruel de direitos de televisão da Europa, com Real e Barcelona recebendo cerca de € 100 milhões (pouco mais de R$ 300 milhões) a mais por ano dos que o terceiro colocado, Valência, e o quarto, o Atlético. Nas demais fontes de arrecadação, a vantagem do Barcelona e do Real Madrid sobre o Atlético, e os demais participantes, também é estratosférica.

Olhando para a tabela de classificação dos cinco campeonatos anteriores na Espanha é possível verificar o que faz o abismo financeiro. Com Real e Barcelona sempre ficando nas duas primeiras posições desses certames, a diferença do campeão para o terceiro variou de 17 (temporada 2008/2009) a incríveis 39 pontos na (temporada 2011/2012).

Por isso, pode-se dizer, com toda certeza, que mudar um quadro desses e ser campeão é um milagre gigantesco.

Para chegar ao título, o Atlético fez 90 pontos, em 114 possíveis. O aproveitamento foi de 78,95%. Barcelona, vice-campeão, e Real Madrid, terceiro colocado, fizeram 87 pontos.
Raça e Simeone

El esfuerzo no se negocia.” A forma e o simbolismo de como foi conquistado o título reflete, sobremaneira, o espírito do time e do treinador Diego Pablo Simeone, El Cholo. Após dois tropeços seguidos (derrota para o Levante 2 x 0 e empate por 1 a 1 em casa contra o Málaga), o Atlético chegou na última rodada precisando empatar contra o Barcelona, no Camp Nou. O Barcelona, de Messi, Iniesta e Neymar, jogava por uma vitória simples para ser campeão. Com 20 minutos, os dois melhores jogadores de linha do Atlético (na minha opinião o melhor jogador do time é o goleiro emprestado pelo Chelsea Thibaut Courtois), o hispano-brasileiro Diego Costa e o turco Arda Turan, tiveram que ser substituídos devido a lesões musculares.

Diego Simeone

Mesmo assim, embora o Barcelona atacasse mais, o Atlético bloqueou bem as investidas blaugranas até um improvável chute do chileno Alexis Sánchez entrar e fazer 1 x 0. O time foi para o intervalo perdendo, sem os seus dois melhores jogadores, na casa do adversário, que têm jogadores de notável categoria. Acabou o sonho, então? Nada disso. Os colchoneros voltaram com tudo no segundo tempo e, após criarem duas chances de gol que não foram convertidas, o uruguaio Diego Godín cabeceou para a glória aos 4 minutos do segundo tempo. Na raça, o time segurou o empate até o final e fez a festa!

Festa

Quem, como eu, assistiu a maioria dos jogos de toda a campanha sabe o quanto foi difícil e comovente essa conquista. Um time que, sem qualquer craque, nunca parava de correr e de marcar. Dos 10 jogadores mais utilizados em La Liga, os sete primeiros eram do Atlético. O cansaço apareceu no final do campeonato, mas a raça continuou. Todos seguiram à risca o que o treinador pedia e, muitas vezes na marra, a equipe conseguiu marcar gols e segurar as vitórias.

Realmente, uma conquista épica, digna de filme. Alias, está prometido um filme sobre o campeonato.
Aragonés e torcida

Além de Simeone e os jogadores, a torcida, sim, a torcida teve papel fundamental para a conquista. O time, invicto no seu estádio Vicente Calderón na Liga, teve apoio fundamental do torcedor, que quase sempre encheu o cancha. No jogo contra o Elche (vitória 2 x 0), por exemplo, o treinador adversário chegou a dizer que após o pênalti PERDIDO pelo atacante do Atlético David Villa, o torcedor colchonero empurrou ainda mais, mudando o ambiente no jogo e fazendo com que pressão ficasse irresistível até o gol do brasileiro Miranda que abriu o placar. Aqui uma mostra de como canta a torcida:

O ano do título é também o ano da morte da lenda vermelha e branca Luis Aragonés, El Sabio. Ex-jogador e ex-treinador da equipe, Aragonés era muito identificado com os colchoneros. No dia da seguinte à sua morte, o Atlético assumiu, 18 anos depois, a liderança isolada do campeonato ao vencer a Real Sociedad por 4 x 0. A torcida, inclusive, fez essa bonita homenagem: .

Curiosidades:

  • Em nenhum momento da campanha El Cholo Simeone falou em título. O discurso sempre foi de “partido a partido”, ou seja, jogo a jogo;
  • Na reta final o discurso mudou “de final a final’, que além dos últimos jogos de La Liga incluíam as fases agudas do mata-mata da Liga dos Campeões da Europa;
  • O último campeão fora a dupla Real Madrid/Barcelona foi o Valencia, na temporada 2003/2004;
  • A campanha do título do Atlético foi a melhor de sua história;
  • O Atlético fez 77 gols no campeonato (terceiro melhor ataque) e sofreu 26 (melhor defesa). Real Madrid fez 104 gols e o Barcelona 100 gols;
  • Dos 77 gols, 26 gols (33%) foram de Diego Costa;
  • Dos 77 gols, ao menos 21 gols (27%) foram de cabeça (o Marca não atualizou a estatística então foi por minha conta e risco);
  • O último título espanhol do Atlético de Madrid foi na temporada 1995/1996 e Diego Simeone era jogador e líder da equipe. Ele retornou para glória.
Imagina a festa dos "Colchoneros"...

Imagina a festa dos “Colchoneros”…

*Daniel Machado é jornalista, trabalha na área desde 2000, passou por jornais de Bagé e mora em Palmas (TO), desde 2006. Foi editor de Estado, Política e editor substituto de Esporte no Jornal do Tocantins, principal jornal daquele Estado. Atualmente é superintendente de Conteúdo e Projetos Especiais na Agência Tocantinense de Notícias, órgão de jornalismo do governo do Estado. E, sim, ele simpatiza com o Atlético de Madrid.

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Abertura oficial da TV na Copa mostrará Beira-Rio e outras áreas da capital!

O Beira-Rio aparecerá na abertura de todas as transmissões oficiais da Copa do Mundo 2014. A animação da FIFAque irá preceder as coberturas televisivas foi publicada esta semana e já tem 645 mil visualizações no You Tube.

Beira-Rio no vídeo de abertura das transmissões da Copa

Beira-Rio no vídeo de abertura das transmissões da Copa

Além do estádio colorado, o Centro Administrativo, a Câmara de Veradores e a Usina do Gasômetro aparecem de maneira bem destacadas. Vejam o vídeo:

1.70m, 60kgs e… ONZE ANOS? hahahahahahaha! “Maior gato” de todos os tempos!

Desculpem, mas o redator aqui não consegue parar de rir. A Real Federação Espanhola caçou a licença de “alevino” (para jogadores Sub-12) do camaronês Bóris, do Hércules de Alicante. A justificativa? Olhem o rapaz de 1.70m, 60kgs e supostos 11 anos:

 

11 ANOS? hahaha. Com esta cara???? Sabe de nada, INOCENTE

11 ANOS? hahaha. Com esta cara???? Sabe de nada, INOCENTE

 

Essa não é a primeira história contada aqui no Blog do Bola. Em fevereiro contamos a história do também camaronês Joseph Minala, da Lazio e que teoricamente tinha 17 anos (hahahahaaha):

Camaronês da Lazio diz ter 17 anos, mas parece ter uns 40 e muitos

 

Imagine se fosse aqui: jogadores do Sevilla comemoram título com beijo na boca!

Ainda não sabemos se é um protesto, é apenas uma comemoração espontânea ou uma forma de sair publicamente “do armário” da melhor maneira possível: celebrando um título. Mas o meia croata Ivan Rakitic e o meia português Carriço trocaram um apaixonado beijo hoje nas celebrações da conquista da Liga Europa pelo Sevilla, nos pênaltis contra o Benfica em Turim.

As câmeras flagraram a comemoração e a imagem já está correndo o mundo:

O croata Ivan Rakitić e o português Carriço trocam um beijo no título do Sevilla na Liga Europa

O croata Ivan Rakitić e o português Carriço trocam um beijo no título do Sevilla na Liga Europa

Aranguíz é convocado para a Copa: confira todos os convocados da dupla em Mundiais

O chileno Charles Aranguíz, como já era esperado, foi um dos 30 jogadores pré-convocados pelo técnico Jorge Sampaoli para a Copa do Mundo de 2014 aqui no Brasil. Como é titular absoluto, só uma lesão tira seu nome do Mundial.

É o primeiro jogador da dupla Gre-Nal convocado para a principal competição do planeta desde Anderson Polga e Luizão, campeões do mundo em 2002 e que jogavam no Grêmio na época. O Inter não tinha um convocado há 16 anos: o último foi o paraguaio Enciso em 1998. 

Aranguíz, único jogador do RS convocado para a Copa 2014.

Aranguíz, único jogador do RS convocado para a Copa 2014.

Ao longo da história, 20 atletas da dupla Gre-Nal participaram de uma Copa do Mundo, trajetória iniciada pelos pioneiros Adãozinho e Nena, do Rolo Compressor colorado e que jogaram na fatídica Copa do Mundo de 1950, sim aquela no Brasil e do “Maracanazzo“. O primeiro gremista em um Mundial foi Alcindo, dezesseis anos depois na Copa da Inglaterra. 

Confira a lista completa e algumas curiosidades logo a seguir:

1950

  • Adãozinho (Internacional) – Brasil
  • Nena (Internacional – Brasil

1966

  • Alcindo (Grêmio) – Brasil

1970

  • Everaldo (Grêmio) – Brasil (*)

1974

  • Figueroa (Internacional) – Chile
  • Valdomiro (Internacional) – Brasil
  • Paulo César Carpegiani (Internacional) – Brasil

1978

  • Batista (Internacional) – Brasil

1982

  • Edevaldo (Internacional) – Brasil
  • Paulo Isidoro (Grêmio) – Brasil
  • Batista (Grêmio) – Brasil

1986

  • Mauro Galvão (Internacional) – Brasil
  • Valdo (Grêmio) – Brasil
  • Rúben Paz (Internacional) – Uruguai

1990

  • Taffarel (Internacional) – Brasil

1998

  • Rivarola (Grêmio) – Paraguai
  • Enciso (Internacional) – Paraguai

2002

  • Anderson Polga (Grêmio) – Brasil (*)
  • Luizão (Grêmio) – Brasil (*)

2014

  • Charles Aranguiz (Internacional) – Chile

CURIOSIDADES

  • 12 colorados e 8 gremistas convocados até hoje. 
  • 14 brasileiros e 5 estrangeiros, sendo eles: dois chilenos, dois paraguaios, 1 uruguaio. 
  • Batista é o único convocado duas vezes, e coincidentemente por Internacional e depois Grêmio. 
  • Valdomiro é o único jogador da dupla a marcar um gol: foi em 1974 contra o Zaire, gol que classificou o Brasil para a segunda fase. 
  • Em 1974, 1982 e 1986 tivemos três jogadores da Dupla Gre-Nal convocados para o Mundial. 
  • O Grêmio é o único time gaúcho com campeões mundiais: Everaldo em 1970, Luizão e Polga em 2002

OPINIÃO: Borussia Dortmund teve 80.291 torcedores por jogo de MÉDIA. E aqui?

Encerrada a temporada do Campeonato Alemão, um número explodiu na cara de qualquer um que acompanhe futebol pelo mundo. O Borussia Dortmund, no já veterano Westfalenstadion, encerrou a temporada com absurdos 80.291 torcedores por jogo. De MÉDIA. Sim, amigos, isso mesmo. A  taxa de ocupação do vice-campeão alemão superou 99% da capacidade total do estádio.

Paredão amarelo em Dortmund: média de 80 mil por jogo no Westfalenstadion

Paredão amarelo em Dortmund: média de 80 mil por jogo no Westfalenstadion

Sobre estes dados, cabe uma reflexão. A média de público do Campeonato Brasileiro é menos do que a metade do Campeonato Alemão: 15 mil contra 43 mil. O menor público da última temporada, do caçula e rebaixado Eintracht Braunschweig, foi de 23 mil. Ou seja, a média do menor time na Alemanha foi superior a média brasileira de 15 dos 20 times da temporada passada, só abaixo do Cruzeiro, Flamengo, Corinthians e São Paulo.

Na temporada 2012/12 o melhor brasileiro foi o Corinthians, em 91º lugar em estudo da Pluri Consultoria. Léguas de distância inclusive de times dos EUA (Seattle Sounders) e México (Tigres). Sem contar que nos dados de 2012/12 achei equipes da segunda divisão alemã, como o St. Paulii. Preciso dizer mais?

Nenhum Brasileiro no Top 20. Corinthians foi o 91º em 2012

Nenhum Brasileiro no Top 20. Corinthians foi o 91º em 2012

É verdade que muitos estádios estavam em obras e equipes jogando em locais improvisados nos últimos três anos. Mas agora, com os estádios prontos para o Mundial (ok, menos o Itaquerão e a Arena da Baixada), os públicos ridículos persistem. Neste domingo, uma rodada de quatro clássicos estaduais que, somados, deram 70 mil torcedores. E este fiasco englobando jogos do quilate e rivalidade de Flamengo x Fluminense, Atlético-MG x Cruzeiro, São Paulo x Corinthians e Bahia x Vitória.

O fato é que os preços estão completamente fora do padrão no Brasil. Preços de exceção estão sendo aplicados semana após semana e o bolso do brasileiro não tem condição de suportar por meses a fio, mesmo se o time estiver muito bem. Para não prejudicar sócios torcedores (igualmente com preços elevados), os preços praticados estão afastando torcedores ocasionais, turistas e, no fim das contas, os próprios associados, que deixam de levar parentes, amigos, filhos e acabam não indo. Isso reduz o consumo de produtos do clube, dos parceiros, exposição das marcas, em um círculo vicioso e prejudicial.

Alguns clubes estão conseguindo receitas médias ótimas em detrimento de estádios vazios (casos de Flamengo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro). Outros praticam preços incondizentes com o espetáculo (muito baratos, como Fluminense e São Paulo). O meio-termo não tem sido o alvo final. Nossa média de público é menor que a da segunda divisão inglesa e alemã, e toma surra até da Major League Soccer, dos EUA, e a taxa de ocupação beira ao ridículo. É óbvio existe um problema sério.

Maracanã com área central (caríssima), vazia. Nenhuma novidade

Maracanã com área central (caríssima), vazia. Nenhuma novidade

Em 2013, um estudo sobre o sucesso do futebol alemão deixou claro que o modelo de preço e de ocupação dos estádios deles é bastante diferente. Priorizando a classe média, os preços são muito baratos na Alemanha. Para assistir um jogo do Campeonato Alemão, um torcedor do Borussia gasta 10 euros no setor mais barato, algo em torno de 30 reais. Isso é mais barato que o preço mais em conta do jogo Internacional x Atlético-PR no último sábado. E vale relembrar, apesar de óbvio, que o poder aquisitivo dos alemães é 2, 3x maior que o do brasileiro. Depois da Copa de 2006, com estádios novos, a Liga Alemã só cresceu e hoje tem a melhor média de público do mundo, batendo a outrora recordista Inglaterra.

O Brasil tem a chance de fazer algo semelhante com 12 novos estádios na Série A (contando a Arena do Grêmio e o Allianz Parque, do Palmeiras). Estes novos estádios atendem mais da metade dos clubes da Primeira Divisão, e outros como São Paulo e Coritiba também estão reformando suas casas.

Será que dirigentes vão deixar esta oportunidade de ouro de criar um novo conceito em nosso futebol?

Sim, estádios modernos. Com novos serviços, retorno financeiro bem maior.

Mas focados nas famílias. Na ocupação plena.

Na alma do futebol: o torcedor.

 

#ChileMeteMiedo: novo comercial mostra ‘temor’ dos rivais contra Seleção Chilena

Bem criativo o novo comercial de uma cervejaria envolvendo a seleção do Chile. Ele mostra torcedores dos outros times (Brasil, Japão, Inglaterra, Estados Unidos, etc…) com medo de jogadores ou de enfrentar o time chileno, que caiu no duríssimo grupo ao lado da Holanda e da Espanha (tá, e a Austrália…). Vale a pena conferir, se eu contar mais detalhes vai perder a graça:

Comercial de cerveja mostra "temor" dos rivais contra o Chile

Comercial de cerveja mostra “temor” dos rivais contra o Chile

Artilheiro colorado tem média de gols superior a Messi e Pelé!

Poderia um jogador ter números superiores a Messi e Pelé no quesito média de gols? Sim, poderia! O lendário artilheiro colorado Carlitos teve, ao longo da carreira no Internacional, uma média de gols superior a um gol por partida.Os dados foram obtidos pelo portal Terra Esportes, e os números de Messi estão atualizados até 19 de março.

Carlitos, maior artilheiro colorado da história - Crédito: Ayrton Balsemão

Carlitos, maior artilheiro colorado da história – Crédito: Ayrton Balsemão

Carlitos, maior artilheiro da história do Inter e dos Gre-Nais, jogou no famoso “Rolo Compressor” dos anos 40. Sua média de gols é assombrosa: 1,26 gols por jogo.  Além dele, Pelé (obviamente no Santos) e Heitor (do Palmeiras) possuem média superior a Messi. O gremista Alcindo é o artilheiro máximo tricolor e está em 10º lugar neste ranking.

  • 1º) Carlitos (Internacional) – 485 gols em 384 jogos – 1,26 gol por jogo
  • 2º) Pelé (Santos) – 1091 gols em 1116 jogos – 0,97 gol por jogo
  • 3º) Heitor (Palmeiras) – 327 gols em 358 jogos – 0,91 gol por jogo
  • 4º) Lionel Messi (Barcelona) – 371 gols em 452 jogos – 0,82 gol por jogo
  • 5º) Waldo (Fluminense) – 319 gols em 403 jogos – 0,79 gol por jogo
  • 6º) Quarentinha (Botafogo) – 313 gols em 442 jogos – 0,70 gol por jogo
  • ) Zico (Flamengo) – 509 gols em 732 jogos – 0,69 gol por jogo
  • ) Tostão (Cruzeiro) – 249 gols em 373 jogos – 0,66 gol por jogo
  • ) Roberto Dinamite (Vasco da Gama) – 702 gols em 1110 jogos – 0,63 gol por jogo
  • 10º) Alcindo (Grêmio) – 231 gols em 377 jogos – 0,61 gol por jogo
  • 11º) Serginho (São Paulo) – 243 gols em 401 jogos – 0,60 gol por jogo
  • 12º) Cláudio (Corinthians) – 305 gols em 549 jogos – 0,55 gol por jogo
  • 13º) Reinaldo (Atlético-MG) – 255 gols em 475 jogos – 0,53 gol por jogo

 

Outrora “copero”, Grêmio fracassa na Libertadores pela décima tentativa consecutiva

1995. O Grêmio se sagrava bicampeão da Copa Libertadores em Medellín após empate em 1×1 contra o Atlético Nacional da Colômbia. Era apenas a quinta participação do Tricolor, com dois títulos e um vice-campeonato. O time gaúcho era o brasileiro com melhor retrospecto na história das Copas Libertadores.

Pois desde aquele gol de Dinho sacramentando o título da América, coincidentemente também presidido por Fábio Koff, a sina tricolor é de fracassos na principal competição. Foi vice-campeão em 2007, semifinalista três vezes (1996,2002 e 2009), mas no total são dez eliminações consecutivas. As últimas três foram ainda na fase de oitavas-de-final, contra Universidad Catolica-CHI, Independiente Santa Fé (COL) e ontem contra o San Lorenzo (ARG).

Confiram o retrospecto do Grêmio na história da Libertadores:

Grêmio campeão da América - Hugo de León ergue a taça

Grêmio campeão da América – Hugo de León ergue a taça

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Grêmio bicampeão da América – Adílson levanta o caneco ao lado de Koff

  1. 1982 – Eliminado na 1º fase
  2. 1983 – Campeão
  3. 1984 – Vice-campeão
  4. 1990 – Eliminado na 1º fase
  5. 1995 – Campeão
  6. 1996 – Semifinais
  7. 1997 – Quartas-de-final
  8. 1998 – Quartas-de-final
  9. 2002 – Semifinais
  10. 2003 – Quartas-de-final
  11. 2007 – Vice-campeão
  12. 2009 – Semifinais
  13. 2011 – Oitavas-de-final
  14. 2013 – Oitavas-de-final
  15. 2014 – Oitavas-de-final

Grêmio em disputa de pênaltis: 16 vitórias e 21 derrotas ao longo da história

A derrota para o San Lorenzo nos pênaltis na Arena foi mais um capítulo do longo calvário gremista em disputa de pênaltis. Foi a segunda vez que o Tricolor caiu em casa na Libertadores, repetindo as semifinais de 2002 contra o Olímpia do Paraguai.

Grohe lamenta eliminação gremista na Libertadores

Grohe lamenta eliminação gremista na Libertadores

Ao longo da história, foram 37 disputas de pênaltis, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (15), Copa do Brasil (5), Campeonato Brasileiro (5), Copa CONMEBOL (2), Supercopa da Libertadores (3), Copa Mercosul (1), Copa Libertadores (5) e Copa Intercontinental (1).

O Grêmio venceu em 16 oportunidades: Campeonato Gaúcho (8), Copa do Brasil (2), Campeonato Brasileiro (1), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (1)  e Copa Libertadores (3). Ocorreram 21 derrotas: Campeonato Gaúcho (7), Copa do Brasil (3), Campeonato Brasileiro (4), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (2), Copa Mercosul (1), Copa Libertadores (2) e Copa Intercontinental (1).

VITÓRIAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

DERROTAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Grêmio foi campeão gaúcho de 1989 na disputa de pênaltis, com cobranças decisivas defendidas pelo veteraníssimo Mazaropi. O curioso é que o Inter tinha chegado na decisão invicto, com seis vitórias em seis disputas. Perdeu no jogo mais importante.
  • Em 1993, o Grêmio eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O curioso desta disputa é que o atacante Gílson errou duas vezes: no tempo normal e na disputa de pênaltis.
  • Em 1995, contra o Ajax, e em 2011, contra o Internacional, a disputa de pênaltis gerou não só a eliminação do Grêmio como a perda do título em disputa.
  • Em 1997, Grêmio e Brasil de Pelotas protagonizaram uma série de 22 pênaltis (Mauro Galvão tinha sido expulso, e o Brasil retirou um atleta da cobrança). Na primeira repetição, o melhor batedor Luizinho errou e o Grêmio se garantiu na final.
  • A mais bizarra foi em 1997, na Libertadores contra o Guarany de Assuncíon. O Grêmio converteu as duas primeiras, assim como o time paraguaio converteu a sua 1º cobrança. Dali em diante foram sete erros consecutivos até o erro derradeiro dos visitantes e a classificação tricolor.

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